SÁBADO | 3 DE OUTUBRO | 17:00
Alijó, Quinta da Levandeira do Roncão
Obras de:
W. A. Mozart, C. M. von Weber, A. Dvořák, J. Strauss, F. Lehár, R. Chapí, G. Giménez e D. Shostakovic
W. A. Mozart – As Bodas de Fígaro: A astuta criada Susanna manipula patrões e noivo com mestria ímpar, provando que a perspicácia feminina supera sem esforço qualquer pretensão aristocrática.
C. M. von Weber – Der Freischütz: Uma fundacional incursão pelo Romantismo alemão, devidamente apetrechada de florestas lúgubres e orações à janela para proteger amantes de perigos perfeitamente evitáveis.
A. Dvořák – Danças Eslavas & Rusalka: Após um empolgante exercício folclórico pela Boémia, uma ninfa aquática abdica ingenuamente da sua imortalidade em troca de um previsível desastre romântico com um humano.
J. Strauss – Polca ‘Unter donner und blitz’: Um enérgico desvio da típica valsa vienense, em que a orquestra se dedica com louvável entusiasmo a simular perturbações meteorológicas extremas.
F. Lehár – Giuditta: Alojada num cabaret no norte de África, a protagonista conforma-se alegremente com a sua sina de atrair atenções, para manifesto desalento de um ex-amante sentado na plateia.
R. Chapí – La Revoltosa: Um pátio burguês em Madrid revela-se o palco ideal para os habituais desencontros amorosos e coscuvilhices vicinais, terminando, como seria de prever, no apaziguamento geral.
G. Giménez – La Tempranica: Durante uma boda cigana na Serra Nevada, a noiva tenta declaradamente atrair o afeto de um nobre inalcançável, antes de se resignar pragmaticamente ao indivíduo com quem de facto ia casar.
D. Shostakovich – Valsa nº 2: Uma valsa curiosamente orquestrada com saxofone e trombone, cuja inegável popularidade, felizmente, sobreviveu ao seu lúgubre propósito original de servir como propaganda agrícola soviética no Cazaquistão.
Intérpretes:
Ana Maria Pinto, soprano
Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade
José Ferreira Lobo, direção musical